Todos
nos conhecemos os conceitos-chave da política: liberdade, igualdade, justiça,
direitos, etc. Conceitos esses tão antigos quanto a humanidade. Aristóteles
tentou criar o que seria o manual básico definitivo em “Política”. Divididos em
oito livros, o filosofo determina de forma assídua, papeis, deveres e direitos
do homem na sociedade. Em tese, a utópica formula da felicidade, do bem estar
do cidadão, da convivência plena e inebriante. Entretanto o primeiro questionamento
é, será que um dia o homem já foi - ou
será - realmente capaz de viver dessa forma, em total harmonia com o seu próximo,
usufruindo de todos os conceitos-chave – encarada nos dias de hoje com um total
niilismo ceticista progressivo?
De Aristóteles até a atual era de Valesca Popozuda, o globo nunca parou de girar e vários conceitos foram sendo modificados ao longo dos séculos. O único problema é, que algumas “imperfeições” na genesis do “manual básico”, demoram demais para serem derrubadas e reavaliadas. Isso acaba gerando um atraso sísmico na evolução intelectual do embrionário cidadão, deixando cada vez mais defasado a estrutura de sociedade funcional e feliz (eu zen) que Platão criou e Aristóteles aperfeiçoou e difundiu. Sua obra se tornaria a base de todas as escolas de filosofia política no mundo intercultural da Idade Média – árabe, judaica e cristã. Talvez uma das mais influentes e eloqüentes afirmações seja a chave-mestra de sua obra: “o homem é, por natureza, um ser vivo político”.
De Aristóteles até a atual era de Valesca Popozuda, o globo nunca parou de girar e vários conceitos foram sendo modificados ao longo dos séculos. O único problema é, que algumas “imperfeições” na genesis do “manual básico”, demoram demais para serem derrubadas e reavaliadas. Isso acaba gerando um atraso sísmico na evolução intelectual do embrionário cidadão, deixando cada vez mais defasado a estrutura de sociedade funcional e feliz (eu zen) que Platão criou e Aristóteles aperfeiçoou e difundiu. Sua obra se tornaria a base de todas as escolas de filosofia política no mundo intercultural da Idade Média – árabe, judaica e cristã. Talvez uma das mais influentes e eloqüentes afirmações seja a chave-mestra de sua obra: “o homem é, por natureza, um ser vivo político”.
Em
uma analise do Livro I, Aristóteles dilucida a sequência “senhor – servo”. Ele
aceitava a escravatura e considerava algo como desejado pelos os escravos por
natureza. Em seu conceito primário exaltava, que desde o nascimento, uns estão destinados
por natureza a serem regidos e outros a reger, uns nascem livres e outros são escravos
por natureza. Condena, porém, a existência de escravos por convenção
(resultantes de contrato ou conquista, ou seja, escravos ao pé da letra, como
todos conhecem em livros de historia da quinta serie). Justificava a
escravatura natural pela suposta incapacidade de certos homens de
governarem a si mesmos.
Consegue
perceber? São escrituras datadas de III a.Cristo, e desde essa época já alertavam
e instigavam: Sem conhecimento, você esta destinado a fracassar, a ser um ser
sem voz, um bestificado, um cidadão atônito. “Os mais sábios tem a maior autoridade”, atribuído a Platão. Questiono,
será que realmente é culpa dos políticos atuais, ou do povo a atual situação de
calamidade em que vivemos?
O ser
humano por natureza é um ser autodestrutivo, como um lúpus no sistema imunológico
da sociedade. No Brasil foram preciso mais de três séculos para o fim da
escravatura, desde o seu “descobrimento” foram exatos 388 anos de escravidão. A
verdade é que tais ensinamentos Platônicos, mesmo “reconfigurados” por Aristóteles,
são adaptados ao ver de qualquer um, e nunca foram (e serão) levados a risca. É
a visão de Individualismo de Sartre sendo distorcida e inserida como a máxima
de vida.
Ao
decorrer de seus livros encontramos algumas falhas básicas como ainda no Livro
I, a mulher não é vista como cidadã e não detinha o direito de votar, os tempos
eram outros, tudo bem, mas demorar mais de 2000 anos para mudar esse conceito tão
antiquado? A mulher brasileira só deteve o direito de votar em 1932. Mesmo
assim o código apenas permitia mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas
e solteiras com renda própria.
O “samba do crioulo doido” ficara tocando em loop infinito até quando? É certo, esta
passando da hora de um novo conceito de governar, de administrar, é preciso
algo maior que uma transmutação, algo maior que modificar o sistema atual, por
favor, sem emendas. Não funcionara como a troca de um computador, com upgrades
e sim um novo recomeço. Um novo periférico, uma outra saída da caverna, algo tão
avassalador e inovador como há milênios atrás, com o conceito de Política. Mas
claro, isso são divagações filosóficas platônicas de um aspirante de fim de
semana.
